Depois da tempestade não vem a calma: VisiTrans continua na luta em apoio à comunidade LGBTTI
- 29 de ago. de 2017
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Com o fim da Semana Rainbow e tudo que ela representa (você pode se inteirar sobre como foi a programação e sua importância com matérias do Hipernews), é preciso lembrar que a luta por uma vida mais digna e por mais respeito continua. Há grupos específicos que oferecem acolhimento à população LGBTTI ao longo do ano. Em Juiz de Fora, um ponto de apoio à comunidade LGBTTI é o grupo VisiTrans, que atende travestis, transexuais e intersexuais. O grupo foi criado em 2014 e é fruto de um projeto de extensão do Núcleo de Pesquisas e Práticas Sociais em Psicologia Social, Políticas Públicas e Saúde do curso de Psicologia da UFJF.
Confira o que a psicóloga e doutoranda do VisiTrans Brune Brandão Coelho explica sobre a ideia do grupo no nosso player abaixo.
O propósito do grupo é que as pessoas trans possam protagonizar suas discussões e falar quais são suas necessidades. A proposta é que, a partir da troca de experiência, sejam pensadas ações para a população trans de Juiz de Fora. Brune comenta também quais têm sido os avanços do coletivo.
A psicóloga destaca como a participação em um grupo que pensa e luta por ações coletivas contribui para que uma parcela marginalizada da sociedade tenha uma vida mais digna, à medida em que "traz visibilidade e mostra quais são as lacunas e preconceitos cotidianos enfrentados do ponto de vista social, cultural e político". Tudo isso, a partir de "propostas que pensam em estratégias coletivas de ação, como elaborar maneiras para que as pessoas trans possam resistir e garantir direitos em saúde, educação e em relação à autoidentificação", ressalta Brune.
A militante transexual Bruna Leonardo luta pelos direitos das pessoas transexuais e travestis. As reivindicações são por políticas públicas e pelos direitos e respeito à comunidade LGBTTI. Bruna ajudou a criar o VisiTrans e conta que a motivação para entrar na militância começou a partir de experiência própria. “Quando fui procurar o processo transexualizador, eu dei de cara com um total despreparo na área médica em atender e acolher a comunidade trans. Tive que lutar por meus direitos em relação à questão hormonal, às cirurgias, ao nome social.”
Bruna Leonardo aponta os motivos da luta para garantir questões básicas da vida cotidiana e em sociedade:
O VisiTrans trabalha com grupo familiar e acompanhamento endocrinológico, nutricional, psicológico e jurídico. As reuniões são abertas a todas as pessoas que se intitulam trans ou que começaram ou não o processo de transição, e para as pessoas que têm algum questionamento em relação ao seu gênero e corpo e querem compreender melhor esta realidade. Os encontros acontecem de 15 em 15 dias, às segundas, a partir das 19h, no Centro de Psicologia Aplicada da UFJF (CPA). O endereço é Rua Santos Dumont 214, Centro. Para participar, basta entrar em contato com o CPA pelo telefone (32) 3216-1029.
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