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A importância da fisioterapia no futebol

  • 28 de ago. de 2017
  • 2 min de leitura

A prática esportiva está diretamente ligada à execução de movimentos. E tratar dos distúrbios resultantes destas ações é responsabilidade da fisioterapia. Assim, é notória a importância que essa área assume para todo tipo de modalidade de alto rendimento, como o futebol. Que, é claro, não foge a essa regra.

O fisioterapeuta Cristiano D’Avila, por exemplo, se especializou no futebol. Recentemente, o juiz-forano foi contratado pelo time do Cazaquistão para trabalhar naquele país. Cristiano conta que desde a faculdade já gostava dessa área. Logo no início, fazia estágios em times de futebol de salão.

Cristiano ainda explica que os ensinamentos teóricos dessa área estão em constante mudança. Assim, a forma de prevenir lesões deve ser atualizada com outros estudos, através da busca permanente. Ficando atento ao que acontece no mercado. “Isso é uma das principais qualificações que o profissional precisa ter”.

“Na área da saúde, sempre aparecem coisas novas, tem sempre mudanças de conteúdo e de teorias, além de observar como tudo isso influencia na prática. Se o profissional não estiver sempre atualizado, ele vai ficar para trás”, acrescenta D’Avila.

Alinhado também às diretrizes do time de futebol, a função primordial do fisioterapeuta é a prevenção. Ou seja, trabalhar o fortalecimento muscular do atleta e a manutenção de sua saúde a fim de evitar danos futuros. “Não é só tratar, é reabilitar”, enfatiza Cristiano.

No entanto, o fisioterapeuta precisa lidar com outros fatores, como a torcida e o próprio clube. O pensamento conflitante é que jogador tem que estar atuando para não dar prejuízo ao time. Enquanto, ao mesmo tempo, os fãs pressionam para o retorno do atleta.

Cristiano ainda esclarece que o jogador fora das atividades no campo, por causa de traumas, gera custos para o clube. “Ele está recebendo, mas não está jogando, e combinado a isso, tem a sempre a cobrança da torcida e da diretoria.”

Portanto, no momento do laudo médico, a atuação do fisioterapeuta ocorre em conjunto com os membros da comissão técnica, fazendo sempre o informe com base em dados, para evitar futuras contusões. Normalmente, elas são frequentes em atacantes, mas os goleiros também são prejudicados por problemas musculares.

Dentre as pancadas, existe uma divisão: as traumáticas (choques ou pancadas) e as não-traumáticas. Ambas as categorias compreendem as lesões musculares e nas articulações, que têm três fontes principais: desgaste excessivo, falta de preparação adequada e fato estranho ao ambiente (movimento errado, buracos ou outra ação natural, por exemplo).

“A maior dificuldade influi no fato de que mesmo você fazendo toda a prevenção e avaliação, é impossível prever quais lesões podem acontecer. Infelizmente, ter lesão é inevitável, todos os atletas se machucam. Portanto, nosso trabalho é tentar minimizar o potencial lesivo”, finaliza o fisioterapeuta.

RESP: Reabilitação, prevenir e recuperação

 
 
 

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