top of page

Mostra de cinema valoriza produções realizadas por mulheres

  • 10 de ago. de 2017
  • 2 min de leitura

Documentário de Gabi Ribeiro sobre a vida e a luta das professoras Cláudia Lahni e Daniela Auad

Os amantes de produção independente têm parada obrigatória na próxima semana. A partir do dia 14, o Instituto de Artes e Design (IAD) da UFJF sedia a segunda edição da Mostra de Cinema e Audiovisual, a Mocina. E o nome não é só uma sigla. O festival busca valorizar as produções de realizadoras da região.

Estudante Gabi Ribeiro expõe trabalho na segunda edição da Mocina.

É o que destaca a estudante do IAD Gabi Ribeiro. “A importância de mostras como essa é a valorização da produção audiovisual local e iniciante, de cineastas aprendizes e independentes.” Gabi participa da mostra com um documentário sobre a vida, o trabalho, o casamento e a militância das professoras Cláudia Lahni e Daniela Auad, fundadoras do Grupo de Estudos e Pesquisas Educação, Comunicação e Feminismos - Flores Raras, da UFJF. “As professoras contam sobre suas vidas e questões de luta e resistência. São mulheres inspiradoras, feministas que a cada aula empoderam um pouco mais a vida de cada uma de suas alunas e militam na garantia de direitos.” Segundo Gabi, o intuito é dar visibilidade à causa LGBT, dando ênfase à realidade das lésbicas.

A Mocina começou ano passado dentro do IAD, mas ganhou força esse ano e ultrapassou as fronteiras do instituto. Segundo o organizador do festival, Guilherme Rezende Landim, a mostra se tornou uma janela para as pessoas debaterem e mostrarem para o público suas inquietações. “O festival cresceu junto com as produções. Tem gente que produz só para a Mocina. Ano passado tivemos uma média de 30, 40 filmes inscritos, e esse ano tivemos 54. Isso tem sido uma resposta muito bacana.”

A programação conta com cinco dias de atividades e 25 filmes selecionados. O primeiro dia tem a mesa de abertura com o tema “Mulheres que fazem cinema no Brasil contemporâneo”, com a presença da diretora Lívia Perez, do documentário “Quem matou Eloá?”, e da professora Érika Savernini. Entre os dias 15 e 17, a Mocina abre espaço para uma mostra competitiva e, sempre ao fim das sessões, serão realizados debates mediados por professores do Instituto de Artes e Design e do curso de Rádio, TV e Internet da UFJF. O último dia de mostra, 18, é reservado para a premiação dos melhores trabalhos apresentados em quatro categorias: documentário, ficção, experimental e júri popular.

A entrada nas sessões é gratuita e para participar não é necessário realizar inscrição (sujeito a lotação máxima do auditório). Confira a programação completa:

 
 
 

Comentários


bottom of page