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Mar de crises em Caracas

  • 7 de ago. de 2017
  • 2 min de leitura

A Venezuela está passando por uma das piores crises políticas de todos os tempos. Desde a morte de Hugo Chávez, em 2013, seguida pela eleição de Nicolas Maduro, medidas consideradas autoritárias levaram ao controle no preço do petróleo e das importações. O preço do petróleo caiu de 100 para 50 dólares o barril, o que beneficiou apenas empresas estrangeiras. E empresas internacionais instaladas no país perderam a confiança na moeda local, o que levou ao aumento da inflação na Venezuela. Os supermercados estão sem estoques e as prateleiras vazias.

Contudo, esses problemas já não são os únicos enfrentados pela população venezuelana. O presidente do país e a oposição estão em constante embate ideológico na mídia e, agora, nas ruas - causa de várias mortes e algumas prisões. Segundo a revista Época, considerando os últimos quatro meses de 2017, 109 pessoas morreram.

Uma das causas foi a Assembleia Nacional Constituinte convocada pelo presidente Nicolás Maduro, no dia 30 de julho, para reescrever a Constituição do país. Porém, os venezuelanos mostraram sua insatisfação com a Constituinte uma semana antes, dia 16, quando participaram de um plebiscito não oficial contra a mudança da constituição. Mesmo assim, a voz do povo não foi ouvida e muitas manifestações vêm ocorrendo em protesto ao autoritarismo do presidente Nicolas Maduro, que está chamado de ditador pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e pela mídia internacional.

PAÍSES VIZINHOS

Países vizinhos, que fazem parte do Mercosul, estão em alerta com o que está acontecendo na Venezuela e se mostraram preocupados.Devido a isso, na última reunião do grupo regional, dia 5, eles decidiram suspender o país do bloco econômico. . Depois da sanção, o presidente Michel Temer se pronunciou: “Queremos uma Venezuela que, de volta à democracia, possa também voltar ao Mercosul, onde será recebida de braços abertos”.

A crise também ultrapassa os limites territoriais dos países vizinhos, como o Brasil. Devido à crise humanitária que se instalou na Venezuela, milhares de pessoas decidiram buscar melhores condições de vida em cidades fronteiriças. Pacaraima (RO) é uma dessas cidades, que já está em estado de alerta por causa da migração. Diversas famílias venezuelanas preferem viver em abrigos improvisados ou dividirem banheiros públicos, a ter que enfrentar a crise de seu país. Isso também tem levado cidades a terem problemas de segurança.

 
 
 

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