Contratações continuarão diminuindo até o final do ano
- 21 de ago. de 2017
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Segundo os dados divulgados pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), no mês de julho em Juiz de Fora, 254 postos de trabalho com carteira assinada foram extintos. Esses números são menores se comparados ao resultado do ano passado. Porém, desde o início do ano, o quadro é de retração no

número de contratações. Apenas abril apresentou saldo positivo (464).
Weslem Rodrigues Faria, professor do curso de economia, explica que esses dados não são volumosos e, por tanto, não significam fechamento de empreendimentos. Mas demonstram que Juiz de Fora está passando por um processo de ajustes. “Se o empreendimento fecha de forma marginal, quer dizer que não tem uma quantidade grande de empresas fechando, mas, infelizmente, é um resultado negativo. O que é normal acontecer em um processo de crise na economia”, ressalta Weslem.
Entenda a crise nacional
Empresas
Para manter o equilíbrio da economia, durante épocas de crise, as empresas deixam de produzir porque a demanda diminui, “consequentemente, há as demissões de forma marginal”. Segundo Weslem Rodrigues Faria, também coordenador do projeto de extensão Conjuntura e Mercados Consultoria (CMC), os donos de estabelecimentos fazem esse ajuste para manter um saldo positivo para empresa, “é um processo natural quando o país está em crise, mas é um número reduzido e que não significa perda de empreendimentos”.
Tendência dos próximos meses
A diminuição do número de empregos com carteira assinada deste mês foi menor, chegando a 23% se comparado ao mesmo período do ano passado. Além disso, o total acumulado deste ano (1331), foi menor do que em 2016 (2211) - o que representou um percentual 60% menor. Contudo, em relação ao mesmo ano, a tendência, até dezembro, é de um contínuo saldo negativo nos postos de trabalho em Juiz de Fora.
O economista Weslem Rodrigues Faria acredita que “até o final do ano esse saldo negativo se estabilize, se aproxime de zero e comece a ficar positivo a partir do ano que vem”. Ressalta também que os dados negativos são referentes a alguns setores da economia, como o do comércio. Mas não significa que todos as áreas reduziram o número de contratações.
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